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Educação financeira para crianças

Postado por admin em 14 de agosto de 2018
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Quando a gente pensa em planejamento financeiro e orçamento familiar, raramente há uma criança em nosso imaginário. Mas essa não é a melhor prática. Integrar os filhos nesse processo é ensiná-los a lidar com o dinheiro no seu dia a dia para que, quando adultos, tenham menos problemas financeiros.

Entretanto, educação financeira infantil também não significa questões ligadas à matemática, cálculos e planilhas. É algo mais subjetivo, com base no comportamento familiar – hábitos e costumes – e que deve começar desde cedo, quando a criança começa a pedir presentes para os pais e a ter noções de consumo.

Querer X Precisar: parte dos adultos com problemas financeiros não entende realmente a diferença entre os conceitos de desejo e necessidade por algo. Por isso, ensine para seu filho logo no começo as diferenças entre ambos os termos.

Cartão de crédito X Dinheiro: cada vez mais, as crianças veem os pais pagando tudo com um “quadradinho de plástico”. É raro usar notas e moedas e, com isso, a noção e o valor do dinheiro ficam intangíveis. Na presença dos seus filhos, tente lidar com cédulas e moedas.

Cofrinho: pode parecer fora de moda, mas essa ainda é uma das formas mais fáceis de a criança perceber o dinheiro como algo real, de valor e que demanda dedicação para guardar. Aproveite para ensinar que existe um tempo de economizar para depois poder gastar.

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Carteira: essa é uma boa opção para crianças um pouco maiores (acima de 4 anos, por exemplo) começarem a ganhar e guardar algumas notas. Isso fará com que elas aprendam a diferenciar os valores e tipos de dinheiro.

Participando da compra: inclua seus filhos em compras simples. Pode ser na padaria ou banca de revista, por exemplo. Explique que após entregar o dinheiro é preciso esperar pelo troco e comemore depois que tudo der certo. Assim, além de ensinar princípios financeiros, você ainda mostra a importância de celebrar pequenas conquistas.

Inclusão familiar: muitos pais pensam que o planejamento financeiro familiar é “coisa de gente grande”, mas estão errados. Deixe seus filhos participarem da conversa, explique as possibilidades financeiras da família e também escute o que eles têm para falar. Por mais que sejam pequenos e possam não ter real compreensão do assunto, inserir essa rotina desde o começo é fundamental.

Árvore do dinheiro: essa é uma das lendas que existem quando se é criança. Para acabar com isso, é preciso explicar como são gerados os recursos financeiros da família. Detalhe sua rotina de trabalho, mostre que é difícil conquistar um montante de dinheiro e, principalmente, mostre que primeiro é feito o trabalho para depois receber. Isso dará para os pequenos uma noção maior do valor e também do tempo certo para cada coisa.

Consumo consciente: é fundamental que seus filhos entendam que não é possível comprar tudo que eles querem ou veem na TV. Por isso, converse com eles e também use jogos e brincadeiras para deixar o aprendizado mais leve e lúdico. Estimule-os a refletir e a controlar a ansiedade!

Compra por impulso: ensine para seus filhos que pesquisar preços também faz parte de entender o valor do dinheiro e saber economizar. Mostre que é importante anotar onde e no que gasta o dinheiro que recebe, assim como procurar em outros lugares por preços mais baratos.

Mesada: esse é um tema bastante polêmico, cada família tem uma visão a respeito. Entretanto, se instituída, é preciso primeiro definir qual o limite de dinheiro que a criança poderá administrar, a periodicidade e o valor dado. Recomenda-se que a evolução do valor seja gradativa (por exemplo: um real por ano de vida, por semana) e sempre acompanhada de conversas que mostram a importância e a responsabilidade desse dinheiro. É importante ressaltar que a mesada não deve ser usada como premiação por boas notas, nem pode ser retirada em forma de castigo. Assim como um salário, a data de recebimento também deve ser cumprida rigorosamente.

Dê liberdade: por mais difícil que seja, deixe seus filhos livres para gastar o que recebem como quiserem. Você pode aconselhar, explicar, mas não proíba nem determine como eles deverão agir. Esse é um excelente exercício de educação financeira, uma vez que eles aprenderão a controlar e analisar melhor depois que “falirem” algumas vezes.

O poder do hábito
Nem só de dinheiro é feita a educação financeira. Saber economizar e utilizar de forma correta os produtos também faz parte dos ensinamentos que devemos passar às crianças. Ao mostrar que é preciso sempre fechar a torneira ao escovar os dentes, apagar as luzes quando sair e colocar no prato só o que for comer você já estará sinalizando para seu filho questões que, no futuro, se tornarão facilitadoras das decisões financeiras.

Outro ponto de extrema importância são os valores passados para seu filho enquanto pequeno. Por isso, é preciso refletir. Que tipo de programação você faz com ele? Como utiliza as horas de lazer? Com qual frequência ele ganha presentes? Como anda a relação da criança com a palavra não e a imposição de limites? Se a rotina da família nas horas de lazer é ir para o shopping, se os presentes de valor são dados com frequência e os desejos são sempre realizados, é possível que a criança não aprenda a ter um controle financeiro.